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sábado, 15 de novembro de 2008

Mais e melhor investimento – I

Não é novidade nenhuma para ninguém dizer que Oliveira de Azeméis é um dos concelhos mais industrializados do país. Segundo os números apresentados pela AECOA (Associação Empresarial do concelho de Oliveira de Azeméis), encontram-se “registadas” no nosso concelho um total de 1920 empresas distribuídas pelo território das nossas dezanove freguesias. Destas, 7 são referenciadas como grandes empresas, 92 médias, 520 pequenas e 1301 micro-empresas. Números reveladores da forte iniciativa privada existente no nosso concelho e do forte empreendorismo dos nossos empresários. Estas empresas, que se distribuem pelos sectores primário, secundário e terciário da actividade económica deste país, embora o sector mais pujante seja o sector da actividade industrial, empregam um total de 26 638 trabalhadores. Este é, sem dúvida, o grande motivo de orgulho oliveirense, um tecido empresarial forte, quer em quantidade quer em qualidade, o grande motor de criação de riqueza no nosso concelho que faz com que, tenhamos em Oliveira de Azeméis uma das mais baixas taxas de desemprego do nosso país.

É reconfortante saber, que num concelho com a dimensão do nosso, a ratio eleitores / trabalhadores nas nossas empresas é de cerca de 50% destes em relação àqueles – um facto que nos discrimina pela positiva em relação aos restantes 307 concelhos deste país. Mas, como por cá não reina nenhuma Isabel, Rainha nem Santa, nem tudo são rosas caros leitores, há muitos espinhos há três décadas plantados e de laranja pintados.

Em 1995, foi aprovado o PDM do nosso concelho. Em Março de 2003, é decidida pelo executivo camarário, a revisão do PDM, oito anos após a sua entrada em vigor! Aquando desta tomada de decisão, é referido pelo, já então presidente Ápio Assunção que é necessário adaptar o PDM á nossa nova realidade e conformá-lo com a legislação nacional entretanto publicada, nomeadamente em matéria de ambiente. Nessa mesma altura é referido que os Planos de pormenor inicialmente previstos, num total de 16, estavam em fase de avaliação. Destes, vários eram de zonas industriais (Santiago de Riba-Ul, Cesar, Fajões, Cucujães, Loureiro, Carregosa, Pindelo) e ainda o Plano de Urbanização da cidade; nessa mesma altura (2003), disse ainda o nosso presidente da Câmara que o Plano de Urbanização da cidade estava em fase final de conclusão. Vivendo os dias de hoje, parece mentira que alguém, com responsabilidades, então como hoje, possa ter dito isto, mas não é! E também não é brincadeira de 1 de Abril porque estamos em Novembro! Pode parecer “bruxedo”, mas também não é, porque já lá vai o hallowen! Lamentavelmente, é verdade e uma verdade que pode ser consultada nas actas do executivo da altura e, nos vários jornais regionais daquela data!

Estamos no final de 2008, e o PDM há 5 anos em revisão e há 13 em vigor, continua sem estar revisto. Planos de pormenor, são apenas pormenores de papel que nunca vieram à luz do dia e quanto ao Plano de Urbanização da cidade, foi a proposta da equipa técnica encarregue de o elaborar, chefiada pelo ilustre Professor Jorge Carvalho, conhecida este ano há uns meses atrás na Assembleia Municipal, tendo sido prometido nessa altura que voltaria, ainda este ano, para ser reapreciada após alguns ajustes. É certo que o ano ainda não acabou, mas falta pouco e, até agora nada!

Não fossemos nós oliveirenses, seria difícil de acreditar que um concelho com este tecido empresarial, não tenha uma única zona industrial planeada, projectada, pensada e criada para o efeito, tanto mais que vivemos no século XXI e já por nós passaram três quadros comunitários de apoio e muitos milhares de milhões de escudos e euros para que, por cá, tudo ficasse na mesma, no que ao investimento público autárquico toca.

Não vivêssemos nós esta realidade e os nossos empresários não a sentissem na pele, e teríamos muita dificuldade de achar possível que um qualquer executivo camarário, este ou todos os anteriores, nem a pensar no volume de receitas que uma atitude diferente geraria pudessem agir diferente. É bom de ver que Zonas industriais, atraem mais investimento e investimento mais diversificado; que mais investimento cria mais postos de trabalho reais; que cria riqueza; que criando riqueza e lucro é tributável por via de IRC; que criando IRC, é taxado por via da Derrama – e é certo que a derrama, reverte toda para os cofres do município; que, o desenvolvimento da actividade industrial cataliza o desenvolvimento dos sectores primários e o do comércio e serviços porque potencia o aumento do poder de compra; que este, por sua vez gera novos mercados, etc., etc.!

Não fora toda esta inércia dos que, por cá nos têm governado e todos teríamos ganho, todos estaríamos melhor. Estamos hoje no ponto, e com muita tristeza o reconheço, de que partiram, há mais de uma dúzia de anos atrás, muitos municípios de interior, a quem alguns de nós apelidaram de “serranos” e que há muito nos ultrapassaram no que toca a desenvolvimento público, sem ainda hoje nos chegarem aos “calcanhares”, no que ao investimento privado diz respeito.

Isto é política e, em política não há milagres, portanto de nada nos serviria ressuscitar a nossa Rainha Santa. Resta-nos mudar a política e os políticos. Temos que recuperar a ambição colectiva de que apenas o poder público pode ser o motor, se ainda queremos recuperar, embora já com muito atraso, o protagonismo regional que há muitas décadas já tivemos e a que temos direito. Recuso a inevitabilidade e a falta de ambição de todos aqueles que, incapazes de mais, se regozijam com o pouco, quase nada feito. Não aceito a fatalidade dos que acham que os políticos são todos iguais e que, chegado aqui, jamais será possível fazer melhor. Ousadia, inovação, gestão, competência, responsabilidade, poder de iniciativa, mudança, tudo atitudes e factos que, por cá fazem falta e que “rimam” com investimento, apesar da fonética mais próxima do alheamento… Isto já todos vimos o que deu – e é mau!
Helena Terra. Artigo publicado no jornal "A Voz de Azeméis" a 13 de Novembro de 2008.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mais e melhor investimento (Introdução)

Numa altura em que tanto se fala de crise; numa altura em que a crise é tão generalizada, quer geográfica, quer sectorialmente, a palavra de ordem e sobretudo a atitude para a combater é o investimento – esta é, de resto e entre outros, a opinião de Paul Krugman, professor de Ciências económicas, na Universidade de Princeton, colunista habitual do “The New York Times” e mais recente prémio Nobel da economia. Devemos, todos ter a humildade suficiente para aprender com quem, reconhecidamente, sabe mais que nós e tem atrás de si obra de reconhecido mérito; mérito que, há quinze dias atrás, foi reconhecido pela Real Academia das Ciências Sueca, com a atribuição deste Nobel.

Investimento é pois a chave da estratégia económica internacional, nacional, regional e concelhia. Vou deter-me, naturalmente, naquilo que julgo dever ser a estratégia nacional e, sobretudo, a estratégia concelhia para aumentar e potenciar o investimento.

No plano nacional, várias são as medidas já implementadas e a implementar para este fim. Delas se destacam as chamadas “medidas anti cíclicas” onde pontua a garantia estatal dada à banca com o fim de desbloquear o recurso ao crédito, sobretudo por parte das PME’s que são, como se sabe, de grande importância para a fluidez do nosso tecido económico. Além disso, o próprio Orçamento de Estado para 2009, agora em discussão, prevê um conjunto de medidas de apoio ao investimento; das quais se destaca a baixa de IRC para as pequenas empresas que se repercutirá, ainda que escalonadamente, num número muito mais alargado de empresas do nosso país.

Conjunturalmente, o actual governo tem vindo a conceder vários incentivos ao investimento empresarial, dos quais aqui sublinho a decisão do Conselho de Ministros de 23 de Outubro do corrente ano que aprovou, entre outros, um investimento para a Gestamp (uma empresa de Nogueira do Cravo no nosso concelho), destinado a modernizar esta unidade empresarial de produção de componentes para a indústria automóvel, no valor de 12,9 milhões de euros, o que permitirá a criação de 80 novos postos de trabalho e a manutenção dos 248 já existentes. Além disso, o apoio directo a esta empresa permite o desenvolvimento de algumas outras pequenas e micro-empresas desta região que para ela prestam serviços.

Do ponto de vista local, cumpre destacar que decorrerá, entre 27 e 31 de Outubro do corrente ano, a Semana dos Moldes, inserida no programa Moldes de Portugal 2008 da AICEP, e que é uma organização conjunta do Centinfe – centro tecnológico da Indústria de moldes, ferramentas especiais e plásticos, em colaboração com a Cefamol – associação nacional da indústria de moldes e a incubadora de empresas Open – associação para oportunidades específicas de negócio. Este evento constituirá um passo importante na promoção da capacidade de inovação e competência tecnológica que Portugal detém neste sector, muito em particular na Marinha Grande e em Oliveira de Azeméis. Ao longo desta semana, terão lugar várias sessões de trabalho, divulgação e promoção desta actividade industrial, levadas a cabo naquele e no nosso concelho. No mesmo período, irá decorrer, em simultâneo e promovido pela Open, uma mostra ou exposição técnica e tecnológica que pretende ser demonstradora das mais recentes tecnologias do sector Engineering & Tooling.

O sector dos moldes assume especial relevância na balança de transacções do mercado exportador nacional. Dai que, a afirmação internacional da marca nacional Engineering & tooling, assuma basilar importância, na consolidação daquilo que, num mundo cada vez mais globalizado, tem que constituir factor de distinção positivo na conquista e manutenção de novos mercados. Esta afirmação – A marca Portugal – é o grande desafio da semana dos Moldes 2008 e será o culminar de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido com vista ao desenvolvimento do sector.

Nesta semana de trabalho dedicada aos moldes, terá lugar em Oliveira de Azeméis, nos dias 29 e 30 de Outubro, uma conferência internacional dedicada ao design industrial e ao desenvolvimento rápido de produto; o RPD – Rapid Product development – Designing the Industry of the Future. Esta conferência, terá lugar na Biblioteca Municipal Ferreira de Castro. Lamentavelmente, pouca informação e sobretudo divulgação existem de tão importante evento por parte da nossa autarquia. Não nos podemos esquecer que Oliveira de Azeméis é um dos dois mais importantes “Clusters” da indústria dos moldes nacional; um sector fundamentalmente exportador, de grande valor acrescentado e no qual Portugal tem que crescer, quer no que toca à angariação de novos mercados, quer no que toca ás condições gerais de competitividade com as chamadas economias emergentes. Ora, O RPD, é uma das mais importantes iniciativas levadas a cabo na semana dos moldes 2008 e a única a ter lugar em Oliveira de Azeméis. Além disso, versando sobre rapidez no desenvolvimento do produto e sobre design industrial, constituirá, de certo, um instrumento poderoso de alavancagem do Benchmarking de que esta nossa indústria necessita.

Pelo que fica dito aqui e por tudo o que é conhecido pela maioria dos oliveirenses, esperava-se que o nosso município, assumisse, no mínimo, um papel promocional mais activo deste evento, não se bastando a anunciar previamente que a nossa autarquia se prepara para aderir ao Centinfe, proclamando que esta industria tem que ser acarinhada – fica, certamente a todos os oliveirenses, um enorme “sabor a pouco”!

(este tema “Mais e melhor investimento”, continuará, pela sua importância, a ser aqui desenvolvido em posteriores artigos, para não se tornar maçador)

Helena Terra. Artigo publicado no jornal "A Voz de Azeméis" a 30 de Outubro de 2008.

terça-feira, 24 de junho de 2008

MENSAGEM DE ABERTURA

“No contexto da sociedade portuguesa, moderna e em acelerada mudança, é essencial dotar a juventude portuguesa dos instrumentos necessários para uma activa participação e intervenção social e cívica. O sistema educativo não assegura, naturalmente, todas as respostas, pelo que a educação não formal, nas suas mais diversas formas (associativismo, voluntariado, etc.), ao proporcionar novas oportunidades de formação e de actuação em sociedade, assume um papel fundamental.”

Caras e caros Jovens oliveirenses,

Este pequeno excerto retirado do Programa do actual governo para as políticas da juventude foi o mote que considerei mais ajustado para a abertura deste espaço que disponibilizamos, assim como à população oliveirense em geral, para publicitar as iniciativas que iremos levar a cabo durante o mês de Julho.
De facto, pretendemos com estas iniciativas conhecer melhor a nossa juventude, quais são os seus anseios, expectativas e, sobretudo, procurar respostas para os seus problemas específicos, contribuindo desta forma para a promoção de um saudável debate em torno da juventude oliveirense.
Na qualidade de Presidente da Comissão Política Concelhia do PS, é com agrado que convido todos os interessados a intervir no Agir Agora pois, com todos os contributos, poderemos encontrar mais e melhores soluções.

Helena Terra